A melatonina é um neuro-hormônio endógeno produzido predominantemente na glândula pineal, sintetizado a partir do
triptofano e derivado da serotonina. Em indivíduos com visão normal a secreção de melatonina aumenta logo após o anoitecer, atinge seu pico máximo na madrugada e reduz lentamente nas primeiras horas da manhã. Ela possui papel essencial na sincronização do ritmo circadiano, em particular, no sono e vigília e no metabolismo energético.

Melatonina nos distúrbios do sono

Distúrbios primários do sono (ex. insônia) são aqueles que não estão associados a uma condição médica, ao uso de substâncias ou distúrbio psicológico concomitante. Estudos clínicos realizados em adultos e crianças após a administração oral da melatonina a curto e longo prazos evidenciam a melhoria na latência, na qualidade e no tempo total de sono em comparação ao placebo.

Melatonina no autismo

Os transtornos do espectro autista (TEA) são um grupo heterogêneo de desordens do neurodesenvolvimento que compartilham uma definição comportamental comum. Indivíduos com TEA apresentam anormalidades no sono que são associadas a um convívio social deficitário, aumento da estereotipia, problemas de comunicação e um comportamento autista em geral. Pesquisas envolvendo a administração oral de melatonina em pacientes com TEA demonstram melhoras significativas na duração do sono, na latência do início do sono e nos despertares noturnos. Além disso, com o uso da melatonina há uma melhora no comportamento destes pacientes durante o dia.

Melatonina na atividade antioxidante

A eficácia da melatonina como agente antioxidante está relacionada com sua capacidade de capturar radicais livres devido à presença do anel indólico na sua estrutura química, de melhorar a ação de enzimas antioxidantes e estimular a síntese de antioxidantes endógenos (ex. glutationa). Além disso, os produtos gerados durante as cascatas de reações antioxidantes a partir da melatonina, também exercem ação antioxidante.

Sugestão de Formulações

A melhor maneira de manipular a melatonina é em forma farmacêutica sólida. Sob a forma de cápsula de uso oral ou sublingual, tem-se uma liberação imediata da melatonina, na qual a mesma somente irá atuar como indutora do sono e não na sua manutenção. Para obter uma indução e manutenção do sono, deve-se empregar na formulação um excipiente de liberação prolongada.

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